A carne da matéria esconde a riqueza do amor
Tantos prazeres mortos à nascença, não vividos.
Quanta loucura não assumida e nem vivenciada.
Quanta ternura não manifestada por calada...
Quantos orgasmos silenciados, quanta paixão...
no esgotar da carne que aprisiona o desejo,
quanto frêmito adormecido e esvaziado no peito...
A água do amor escorre na secura do prazer
Na viagem dos séculos, no acordar da memória,
a loucura do teu corpo possuído em cada grito,
a lembrança da tua sede devoradora e insaciável,
pertuba todo o meu ser e o peito sangra de saudade.
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Autor Copyright: Carlos Morais
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