Quarta-feira, Julho 13, 2005




Estarei Sempre a Lhe Esperar

Por entre as emoções que espreitam aqui e ali
no contraditório dos estados de ser,
renovo a minha doçura e o meu afecto
incontornáveis na sinceridade da expressão,
e o vazio e a imensidão do espaço aparente
comungam em abraços de ternura.

A eternidade do momento de agora
no continuum do espaço tempo e a ilusão
do tempo dos homens perpetuam diferentes vibrações
na dualidade em que me visto.

Rumo á triplice chama, em direcção ao graal
e ao conhecimento de quem Eu Sou...

Minha querida e doce amiga,
acalentam os meus desejos de alma as vibrações
do anjo que espreita e sussurra o vosso amor
manifestado num canal acolhedor.

Se fosse poesia seria a caótica
descoberta do sentido do poeta,
se musico fora a complexidade simbólica
não apagaria a musicalidade amorosa do meu sentir...

Se fosse apenas amor um longo olhar
nos reuniria para todo o sempre
no tapete imaculado sulcado
de mil pétalas de paixão
e o extase seria a palavra...

O canal irrompe aqui e ali temeroso
das palavras que podem ludibriar,
mas o serviço que presta
não conhece o medo porque
a senda que se escreve,em cada emoção
remete para todas as paixões que nos aconteceram...

Doce e e inefável chama
que em mim se complementa
num abraço de duas almas
e de dois corpos apaixonados,
ousa soltar as palavras e as sensações
para que à minha amada possa dizer
mais uma vez num sussuro apaixonado
que estarei sempre a lhe esperar

Eternamente...


Autor Carlos Morais
*Respeite os Direitos Autorais*

Domingo, Julho 10, 2005





Deixa o Amanhecer Chegar
Onde foi que soltastes da mão do anjo?
Em que atalho te perdestes?
Que urbanas sintonias te afastaram
dos caminhos macios de fofo algodão?
Toca o sino, chama os anjos, e agora, onde estarão?
A socorrer os perdidos? Ah... mundo de perdição!
Corre e pega a oração, uma caseira panacéia
que redime de todos os pecados,
de inconfessáveis desejos bebidos ao som do fado
pintados de vinho tinto, no aroma buquê batom
No caminho o andarilho sentiu um doce frisson
caiu preso na armadilha na espuma do Moet Chandon
Toca o sino, bebe o vinho, deixa o cálice no caminho,
Chama os anjos...já é tarde, agora estão dormindo.
Silêncio! Não os acorde, deixa o amanhecer chegar!

Tahyane Rangel©
*Respeite os Direitos Autorais*