ALQUIMIA
-TahyaneRangel-

Caminho do chumbo ao mercúrio
para chegar na prata da lua
da lua caminharei até ao sol
o ouro do universo almejado.
Terra, água , ar e fogo
companheiros de alquimia
muitos milênios terão se passado
serei luz, energia.

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Tahyane Rangel
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Como definir a alquimia?...


Para a maioria dos espíritos extremamente racionalistas, ela não é mais que os primeiros ensaios de nossa química moderna.

Para outros nostálgicos do maravilhoso, ainda que poucos na sociedade atual, é sinônimo de magia e mesmo bruxaria.

Nos dois casos o alquimista é considerado, seja como um bom sonhador seja como um perigoso necromante.

Estamos aqui muito longe da verdadeira personalidade de adeptos como Nicolas Flamel, Basile Valentin, Raymond Lulle e, já neste século, do misterioso Fulcanelli.

Seria mais exato recolocar a alquimia em seu contexto, que é o de religião no sentido de religar e que nada tem a ver com o conjunto de dogmas e ritos cristalizados que ainda se impõem nos nossos dias com esse título.

Constatamos sua presença misteriosa e constante através de todas as tradições religiosas do Oriente e do Ocidente de que ela é uma das Vias Régias.

Trata-se de uma técnica de reintegração do mesmo gênero da Ioga, do Zen, do Sufismo, do Catarismo, etc e que compartilha com estes últimos o privilégio de levar a salvação aqueles que tenham a coragem de empreender esse caminho perigoso, que permite ao adepto realizar aquilo que para o simples crente, pertence ao campo da esperança.

A alquimia é antes de tudo uma arte, pois só pode realizar a obra, conhecendo exatamente o seu desenrolar, aquele que possui ao mesmo tempo a iluminação espiritual e a aptidão.

Como toda arte, ela requer da parte de quem a realiza uma prática constante, tanto no plano físico quanto no espiritual.

É qualificada como "régia" porque a regeneração que propõe diz respeito ao Ergon e ao Parergon, à redenção do reino humano e do reino mineral. Pode-se dizer que ela alcança dimensões cósmicas, pois o adepto realizado, senhor do tempo e de seu destino, pode se dedicar ao longo das eras, à libertação de seus semelhantes, à semelhança do Bodhisattva que renuncia ao seu prórpio Nirvana para salvar o maior número possível de seres.

Estamos portanto longe das elocubrações dos cientistas e dos pseudo-ocultistas, que tendem a desacreditar de uma ciência que nunca se deram à pena de estudar seriamente.

A alquimia merece então retomar seu lugar ao lado da Ioga e do Zen, pois, como estes útlimos, é prova de que um trabalho interior persistente leva automaticamente a uma transformação exterior.

Roger Loubet e Jean-Pierre Huc
(Século XX)
O Universo do Esoterismo










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