DESENCANTO (II)
-Tahyane Rangel-


Não são as tuas palavras que eu escuto
É quando ages que a tua alma a mim se revela
E é neste ponto onde os paradoxos se confrontam
que as águas se turvam pela bruma do desencanto.

Como te fazer imagem fiel do sonho idealizado?
Como tornar espessos os véus que escondem a realidade?
É difícil reinventar ideais e reverter expectativas
E nesta constante busca, fica a alma em solidão.

Soltei a voz no coração, fiz do amor uma canção,
mas não ouvi o eco do meu solitário canto
Silenciou a voz no vale vazio dos sentimentos perdidos.
É preciso reinventar os sonhos
Faz-se urgente iniciar novo caminho.












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