À MÃE AUSENTE
Leonel
MÃE,
quantos gostariam de hoje poder ouvir-te a voz...
Todavia, nem mais conseguem lembrar
das tuas canções de ninar
que já se foram há tanto tempo.
MÃE,
quantos gostariam de hoje poder abraçar-te...
Mas, já partiste para a verdadeira vida,
Deixando atrás de ti uma lacuna
impossível de ser preenchida.
MÃE,
quantos gostariam de hoje poder oscular-te a face...
Entretanto, nem sabem onde andas,
Por que forças intensas e estranhas
Te afastaram do convívio ameno do lar,
envolvendo-te na poeira doentia do mundo enganoso.
MÃE,
quantos gostariam de hoje
poder render-te efusivas homenagens...
Porém, soubeste ser humilde, e,
sobrepondo-te aos gozos terrenos e abraçando,
carinhosamente, os que te rodeiam , tu é que rendes
homenagens sinceras e inesquecíveis
àqueles que desfrutam o privilégio de privar
da tua companhia, do teu amor, caminhando em
mais uma jornada terrena de aprendizagem e reajuste.
MÃE,
quantos gostariam de hoje
poder gritar teu nome bem alto...
Contudo, falta-lhes o ar nos pulmões
e o grito fica sufocado na garganta,
em virtude do que não souberam te dar,
Do que te negaram nos momentos mais importantes
da vida, não sabendo te compreender, te amar,
te adorar, te venerar, não te dando o devido e
sublime valor de que foi, és e será
eternamente merecedora.
Mas, hoje, pela sublime misericórdia de Deus,
Nos é facultado homenagear, embora timidamente,
Todas as MÃEs presentes e ausentes,
Encarnadas e desencarnadas, alegres e
tristes, felizes e infelizes,
Sadias e doentes, como sejam ou estejam,
Entoando a uma só voz, em coro angelical:
Ave Maria, cheia de graças, o Senhor é convosco...

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Autor Espiritual: Josué
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