Aproxime-se do seu inimigo.
Procure conhecê-lo, saber mais sobre ele.
Olhe-o, sem as barreiras do ódio,
sem o véu da desconfiança,
sem o amargor do ressentimento.
Enxergue o seu interior, suas reservas,
seus medos, sua carência...
E veja que suas atitudes são, tantas vezes,
reflexos da necessidade que tem de atenção e carinho;
são como capas protetoras de sua fragilidade.
Compreenda essas suas necessidades
e dê-lhe um olhar isento de energias negativas,
que só fazem acrescentar às suas reservas,
aos seus medos e, conseqüentemente,
detonam sua defesa agressiva.
Aproxime-se dele e sinta quão importante pode ser,
para ele e para você, esse movimento de "reconhecer-se".
Dê esse passo e sinta o bem que isso trará à sua alma.
Permita-se sentir o frescor, a suavidade,
a leveza de poder amar ao invés de odiar.
Você merece sentir a alegria de poder olhar
para aquele que antes o incomodava tanto e,
no lugar deste sentimento, encontrar a serenidade
de poder auxiliar um semelhante.
E saiba que o maior beneficiário desta mudança
de atitude será você, pois irá, assim,
aproximar-se também, sem reservas, de si mesmo.